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Mulher trans é agredida e tem braço marcado com suástica nazista

Três suspeitos, incluindo o namorado da vítima, foram presos preventivamente em Ponta Porã (MS)
Braço da vítima marcado com a suástica nazista.

Braço da vítima marcado com a suástica nazista.

— Reprodução/TV Morena

18 de março de 2026

Uma mulher trans de 29 anos foi vítima de tortura e teve o braço marcado com uma suástica nazista, em Ponta Porã (MS). O namorado da vítima, Leonardo Duarte, de 22 anos, e um casal para quem ela trabalhava estão entre os suspeitos presos preventivamente. O crime ocorreu no sábado (14).

Segundo relato da vítima ao G1, ela foi atraída para uma emboscada na casa de Jackson Tadeu Vieira, de 38 anos, e Layssa Carla Leite Machinsky, de 25 anos. No local, foi chamada ao escritório sob a justificativa de receber um pagamento por serviços de limpeza prestados.

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O namorado da mulher  confessou participação no crime e afirmou que a segurou durante as agressões. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Ponta Porã. Os três suspeitos estão em prisão preventiva desde a manhã de domingo (15) e permanecem à disposição da Justiça.

No relato da vítima, ainda afirmou que sofreu agressões com golpes na cabeça, nas costas e socos. Durante a violência, o dono da casa teria pedido à esposa que aquecesse uma faca no fogão e a utilizou para marcar o braço da mulher com o símbolo nazista.

Após a tortura, a vítima foi liberada sob ameaça de morte caso denunciasse a alguém o ocorrido.

Em depoimento à polícia, Jackson afirmou que chamou a mulher para sua casa para tratar de um serviço de faxina. Segundo ele, como a vítima não compareceu na data combinada, foi convidada novamente no sábado. 

Ele alegou ainda que a mulher chegou acompanhada do namorado e que os dois iniciaram uma discussão que terminou em agressões, afirmando que ele e a esposa apenas intervieram. Já Leonardo disse que apenas segurou a vítima enquanto o casal a agredia.

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  • Thayná Santana

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