A capital paulista recebe, no próximo domingo (29), a terceira edição da Marcha Transmasculina, maior mobilização de homens trans do país, por direitos historicamente negligenciados.
Com concentração no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista, o ato tem como tema “Direitos Já”. De acordo com a Polícia Militar, em 2025, o encontro levou mais de 7 mil pessoas às ruas.
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O evento deste ano terá, pela primeira vez, uma música oficial, composta pelos artistas trans Gabrelú, Dj Garu e pela dupla Pamka. A canção busca convidar o público a conhecer artistas transmasculinos e reforçar o caráter político da marcha.
A iniciativa é marcada por uma construção de maneira popular, horizontal e autogestionada, organizada pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades de São Paulo (IBRAT-SP). De acordo com a entidade, as decisões foram debatidas em assembleias e comissões de diferentes frentes, como cultura e segurança.
Em nota à imprensa, Kyem Ferreiro, coordenador do Ibrat-SP, afirma que a violência sistemática contra corpos transmasculinos é um fator que fragiliza a democracia, uma vez que expõe uma parcela da população à marginalização.
“Não aceitaremos ser colocados como o espantalho discursivo de debates eleitorais daqueles que não têm compromisso com a luta pelas nossas vidas. Nós também somos parte da classe trabalhadora deste país e exigimos o que nos é de direito: acesso real à educação, saúde, renda, moradia e segurança”, destaca.