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Relatora da ONU elogia proibição de mulheres trans em competições olímpicas femininas

Par Reem Alsalem, medida que exclui mulheres trans de competições olímpicas femininas busca garantir equidade no esporte
Bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU).

Bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Daniel Slim/AFP

3 de abril de 2026

A relatora especial sobre Violência contra Mulheres e Meninas da Organização das Nações Unidas (ONU), Reem Alsalem, elogiou, na quinta-feira (2), a recente decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) que bane mulheres trans de competições femininas. 

A medida foi anunciada no dia 26 de março e define uma política de testes genéticos de identificação da presença do gene SRY (do inglês Sex-determining Region Y), responsável por desencadear o desenvolvimento biológico masculino, para definir a elegibilidade de atletas na categoria feminina. 

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O exame só poderá ser realizado uma vez, sendo vedada a competição em caso de resultado positivo. 

Leia mais: Nova política do COI bane mulheres trans de competições femininas

Em comunicado à imprensa, Alsalem declarou que a iniciativa visa proteger a categoria feminina, classificando-a como “fundamentada no bom senso, em fatos e na ciência”. 

A representante da ONU ainda alega que a nova política deve levar dignidade, equidade e segurança para mulheres e meninas no esporte olímpico, destacando que a norma reserva a participação nas categorias femininas olímpicas às mulheres biológicas. 

“A política representa um passo necessário, proporcional e legítimo para garantir a proteção de mulheres e meninas, em conformidade com o direito e as normas internacionais de direitos humanos”, diz trecho da nota.

Leia mais: Comitê Olímpico dos Estados Unidos proíbe mulheres trans em torneios femininos

A relatora ainda afirmou que, mesmo não sendo retroativa, o COI pode oferecer soluções adequadas à antiga permissão de mulheres trans nas competições femininas, como considerar a atribuição retroativa de medalhas paralelas. 

Outra medida posterior sugerida é a realização de um pedido de desculpas para as atletas femininas que “tiveram a competição justa negada”.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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