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MPRJ ouve familiares de mortos da maior chacina policial do Brasil

Ação do Ministério Público na comunidade da Penha busca esclarecer circunstâncias da Operação Contenção
Velas acesas em manifestação contra a Operação Contenção, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.

Velas acesas em manifestação contra a Operação Contenção, em São Paulo, no dia 31 de outubro de 2025.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

30 de abril de 2026

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na terça-feira (28), uma ação na comunidade da Penha, na Zona Norte do Rio, para ouvir familiares das vítimas da Operação Contenção, deflagrada em outubro de 2025. 

Com 122 mortos, a operação foi a maior chacina policial da história do país, além de acumular denúncias de roubos, violações de direitos e impedimentos ao reconhecimento dos corpos das vítimas. O caso ganhou repercussão internacional com o registro de pessoas tentando reconhecer seus parentes em meio a uma fila de corpos na rua. 

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A iniciativa do MPRJ, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), busca reunir informações sobre a dinâmica da operação e esclarecer as circunstâncias sobre os fatos ocorridos. 

Leia mais: Famílias são impedidas de identificar corpos de vítimas da chacina nos complexos da Penha e do Alemão

De acordo com o órgão, a ação também visa permitir o acompanhamento institucional daqueles interessados em receber informações sobre o andamento das apurações. 

Com a mobilização, o Ministério Público quer reforçar a investigação autônoma que, atualmente, é conduzida pelo Gaesp. O grupo instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e o monitoramento em tempo real dos processos pelo plantão de operações. 

Até o momento, o Ministério Público apresentou seis denúncias contra 17 policiais militares por irregularidades durante a operação, incluindo invasões de domicílio, subtração de bens, constrangimento de moradores e tentativas de desligamento de câmeras corporais.

Leia mais: Apenas 183 de 2,5 mil policiais usaram câmeras corporais em operação nas favelas do Rio

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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