O Data Favela, referência em inteligência territorial e social, e a Ipsos, líder global em pesquisas de mercado, anunciaram, na quinta-feira (30), uma parceria para ampliar a representatividade de dados no Brasil. O lançamento ocorreu na favela de Paraisópolis, em São Paulo.
Segundo as organizações, o principal objetivo é enfrentar o histórico “apagão de dados” sobre as favelas brasileiras, que reúnem cerca de 16 milhões de pessoas, aproximadamente 8% da população do país.
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A iniciativa permitirá que empresas, marcas e o poder público compreendam com mais precisão a realidade de quem vive nas comunidades, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes e alinhadas às demandas locais das periferias.
A parceria combina as metodologias globais da Ipsos com a tecnologia de acesso do Data Favela, que capacita moradores para atuarem como pesquisadores em seus próprios territórios.
A proposta é ampliar a escuta ativa e superar barreiras geográficas e culturais que limitam métodos tradicionais de pesquisa.
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Os projetos serão divulgados sob a assinatura “Ipsos Data Favela” e vão reunir a expertise analítica da Ipsos com a capilaridade do Data Favela na coleta de informações em comunidades, em metodologias e ferramentas de análise de dados, incluindo estudos qualitativos e de marca.
Além disso, a cooperação visa aprofundar o conhecimento sobre as dinâmicas sociais e de consumo dessas regiões, para gerar dados mais representativos.
Para Marcus Vinicius Athayde, copresidente do Data Favela, a iniciativa fortalece a integração entre conhecimento técnico e vivência territorial.
“Ao capacitarmos moradores para atuarem como pesquisadores em suas comunidades, garantimos uma coleta legítima e profunda, como a que realizamos com o IBGE no Censo 2022 através da ação ‘Favela no Mapa’, que transformou a visibilidade desses territórios. É uma necessidade estratégica para quem busca entender a verdadeira potência social, econômica e de consumo do Brasil através da voz de 16 milhões de brasileiros que, até então, estavam à margem das estatísticas tradicionais”.
Além de qualificar a produção de dados, a parceria busca apoiar decisões mais consistentes tanto no setor privado quanto na formulação de políticas públicas. A primeira pesquisa nacional conjunta deve ser divulgada nos próximos meses.
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