O Data Favela, instituto de pesquisa focado em territórios periféricos, e a Central Única das Favelas (CUFA) realizaram, no domingo (6), o último dia da pesquisa que mapeia dados sobre as favelas no Brasil.
A ação mobilizou mais de 10 mil pessoas para coletar informações sobre necessidades, hábitos e aspirações da população periférica. O objetivo é subsidiar políticas públicas, ações sociais e projetos voltados ao desenvolvimento dos territórios.
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De acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 o país possuía mais de 16 milhões de pessoas morando em favelas, o que equivale a 8,1% da população nacional.
A pesquisa foi realizada em comunidades de todos os estados. No Rio de Janeiro, o projeto alcançou cerca de 330 favelas em 26 cidades. Em Goiás, foram mapeados mais de 200 territórios distribuídos em 12 municípios.
Os primeiros resultados serão apresentados em coletiva de imprensa no dia 18 de julho, às 15h, em São Paulo. Em seguida, os estados divulgarão seus recortes locais. A CUFA também pretende expandir o levantamento para cerca de 70 países em outubro.
Segundo o fundador do Data Favela, Celso Athayde, o levantamento tem como foco a construção de dados a partir da realidade dos próprios moradores. A proposta é fortalecer a identidade periférica, garantir representatividade e ampliar a transformação social com base no território.