Uma visita do presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Sargento Rodrigues (PL), constatou que as unidades prisionais da Região Metropolitana de Belo Horizonte sofrem com superlotação.
As inspeções, realizadas na terça-feira (12), ocorreram no Presídio São José de Bicas II, em São José de Bicas, e no Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional Gameleira (Ceresp-Gameleira), na capital mineira.
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Nas duas penitenciárias, foi observado excesso de detentos e déficit de policiais penais. Em Gameleira, destinado a presos provisórios antes da condução final para o cumprimento da pena, há 1.588 presos para 789 vagas, cerca de 101% acima da capacidade total.
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No entanto, apesar da superlotação, o número de policiais penais se manteve em 249, mesmo após ampliação da unidade em 2024. O presídio de Bicas tem capacidade para 754 presidiários, mas abriga 1.114, cerca de 47% acima da lotação máxima. Lá, o efetivo de policiais foi reduzido de 280 para 208.
A visita também verificou condições precárias para os servidores do Ceresp-Gameleira, com alojamentos insuficientes. Houve relatos de servidores espalhando colchões por espaços inadequados para descanso, adaptados de forma improvisada pelos trabalhadores.
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