O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou, na terça-feira (19), a reabertura das investigações sobre a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, de 34 anos, alvejado por um policial militar após abordagem na capital paulista.
O caso ocorreu no dia 11 de abril, durante uma operação deflagrada no Brás. Mbaye foi atingido por um disparo na barriga enquanto tentava proteger mercadorias de uma colega idosa.
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A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no caminho da Santa Casa. À época, os agentes alegaram que o imigrante teria os atingido com uma barra de ferro, fato contestado por testemunhas.
O processo foi arquivado pela Justiça de São Paulo em 25 de janeiro deste ano, após pedido do próprio MPSP. O órgão argumentou que o PM teria agido em legítima defesa, “repelindo injusta agressão atual a direito seu e de terceiro”.
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Desta vez, o procurador-geral do Ministério Público, Paulo Sérgio da Costa, designou que o caso seja analisado por outro promotor, para possibilitar a oferta de denúncia contra o policial envolvido na agressão ao ambulante.
Anteriormente, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) demonstrou profunda indignação com o caso e solicitou uma apuração rigorosa pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo (PMSP).
“É imperativo que as forças de segurança atuem com respeito aos direitos fundamentais, evitando o uso excessivo da força e assegurando a dignidade de todas as pessoas”, diz trecho de nota, publicada em abril de 2025.
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