PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Argentino é preso após fotografar e chamar criança negra de escrava em MG

Após filmar uma criança negra, Eduardo Ignácio foi flagrado em mensagem afirmando que o Brasil teria muitos escravos
Captura de tela das mensagens racistas enviadas por Eduardo Ignacio.

Captura de tela das mensagens racistas enviadas por Eduardo Ignacio.

— Reprodução/Rádio Itatiaia

25 de maio de 2026

Um turista argentino foi preso, no domingo (24), em Tiradentes (MG), por suspeita de racismo após fotografar e divulgar a imagem de uma criança negra, de sete anos, em um aplicativo de mensagens, acompanhada de mensagens discriminatórias.

O caso aconteceu dentro de um passeio turístico no trem Maria Fumaça, que partia de Tiradentes para São João del-Rei (MG). Eduardo Ignacio, de 63 anos, foi flagrado por uma passageira registrando vídeos do menino. Quando confrontado pela mãe da criança, o turista negou e se recusou a mostrar o celular.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Após ter acesso ao aparelho, a mulher encontrou comentários sobre a cor da pele do menino. Outra mensagem diz que ele quer levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem fazia contato. 

Leia mais: TJRJ inicia julgamento de turista argentina por injúria racial

“Estoy pensando llevan un esclavo, hay muchos aquí. (Estou pensando em levar um escravo, tem muitos aqui.)”, afirmou o argentino em uma das mensagens.

A vítima e sua família, moradores do Rio de Janeiro, viajavam para fora do estado pela primeira vez para comemorar o aniversário da mãe. A viagem estava planejada há meses. 

O turista foi detido pela equipe de segurança do trem com a ajuda dos passageiros e permaneceu sob custódia até a chegada da Polícia Militar. O caso foi registrado na 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil em São João del-Rei.

Leia mais: Projeto de lei de combate ao racismo científico avança na Câmara

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano