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TJRJ inicia julgamento de turista argentina por injúria racial

Segundo o Ministério Público, o circuito interno de segurança do bar registrou os atos racistas de Agostina Páez
A advogada argentina Agostina Paez.

A advogada argentina Agostina Paez.

— Reprodução/Redes Sociais

24 de março de 2026

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) iniciou, nesta terça-feira (24), o julgamento da turista argentina Agostina Páez por injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. 

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), autor da denúncia, no dia 14 de janeiro a advogada, acompanhada de duas amigas, chamou um funcionário de “negro” de forma ofensiva e discriminatória. 

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A mulher teria sido advertida por uma colega de que a conduta configura crime no Brasil, mas voltou a ofender os colaboradores. Ela também teria se dirigido à caixa do bar e a chamado de “mono” (macaco em espanhol), fazendo gestos que simulavam o animal. Após sair do local, Páez seguiu com os atos racistas. 

Os relatos das vítimas, destaca o Ministério Público, foram corroborados pelas imagens do circuito interno de monitoramento do bar e pelas declarações das testemunhas.

Em fevereiro, a 37ª Vara Criminal do TJRJ determinou a prisão preventiva da argentina, substituída posteriormente pela retenção do passaporte e pela utilização de tornozeleira eletrônica. 

Antes do julgamento na 37ª Vara, Agostina passará por uma audiência de instrução, ato processual em que se colhem as provas das partes e os depoimentos das testemunhas. O processo corre em segredo de justiça. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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