A Federação Internacional de Futebol (FIFA) pediu para a seleção do Haiti alterar a camisa para a Copa do Mundo de 2026, que homenageava homens e mulheres integrantes do processo de independência do país. A informação foi divulgada pela Saeta, empresa responsável pelo uniforme, na terça-feira (9).
Em nota à imprensa, a organização informou que o projeto foi realizado em parceria com a Federação Haitiana de Futebol, para celebrar o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano.
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“O design final apresentado pela Saeta foi concebido como uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha a intenção de representar uma declaração política”, diz trecho do comunicado.
A FIFA alegou que os elementos visuais utilizados contrariam os regulamentos sobre equipamentos esportivos e poderiam ser interpretados como mensagens políticas. A entidade determinou modificações no design.
Nas redes sociais, internautas confundiram a bandeira azul e vermelha estampada na camisa do Haiti com a bandeira da Polônia e associaram o elemento visual à participação dos poloneses no processo de independência haitiano. O projeto, na verdade, faz referência à primeira bandeira nacional adotada pelo Haiti em 1804.
A empresa Saeta declarou, na descrição oficial da camisa, que o projeto é um tributo ao povo haitiano.
“Nossa história não é somente contada oralmente. Nós vestimos, defendemos e carregamos orgulhosamente a história. Por 222 anos, o povo haitiano sempre foi orgulhoso de seu país, sempre esperando por dias melhores. O Haiti tem montanhas, mares e paisagens de palmeiras, mas a coisa mais preciosa é o povo desta terra. Nós vestimos história e vestimos orgulho”.
A Polônia teve participação na batalha de Vertières, de 1803, ilustrada no uniforme. Após ser enviado por Napoleão Bonaparte para combater os haitianos, muitos poloneses mudaram de lado e lutaram ao lado do general Dessalines, um dos líderes da Revolução do Haiti.