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FIFA censura uniforme da seleção do Haiti que homenageia independência do país 

Federação alegou que elementos visuais da camisa poderiam ser interpretados como manifestação política
Modelos apresentam a nova camisa da seleção do Haiti para a Copa do Mundo de 2026.

Modelos apresentam a nova camisa da seleção do Haiti para a Copa do Mundo de 2026.

— Reprodução/Saeta

10 de junho de 2026

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) pediu para a seleção do Haiti alterar  a camisa para a Copa do Mundo de 2026, que homenageava homens e mulheres integrantes do processo de independência do país. A informação foi divulgada pela Saeta, empresa responsável pelo uniforme, na terça-feira (9).

Em nota à imprensa, a organização informou que o projeto foi realizado em parceria com a Federação Haitiana de Futebol, para celebrar o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano. 

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“O design final apresentado pela Saeta foi concebido como uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha a intenção de representar uma declaração política”, diz trecho do comunicado. 

A FIFA alegou que os elementos visuais utilizados contrariam os regulamentos sobre equipamentos esportivos e poderiam ser interpretados como mensagens políticas. A entidade determinou modificações no design. 

Nas redes sociais, internautas confundiram a bandeira azul e vermelha estampada na camisa do Haiti com a bandeira da Polônia e associaram o elemento visual à participação dos poloneses no processo de independência haitiano. O projeto, na verdade, faz referência à primeira bandeira nacional adotada pelo Haiti em 1804. 

A empresa Saeta declarou, na descrição oficial da camisa, que o projeto é um tributo ao povo haitiano.

“Nossa história não é somente contada oralmente. Nós vestimos, defendemos e carregamos orgulhosamente a história. Por 222 anos, o povo haitiano sempre foi orgulhoso de seu país, sempre esperando por dias melhores. O Haiti tem montanhas, mares e paisagens de palmeiras, mas a coisa mais preciosa é o povo desta terra. Nós vestimos história e vestimos orgulho”. 

A Polônia teve participação na batalha de Vertières, de 1803, ilustrada no uniforme. Após ser enviado por Napoleão Bonaparte para combater os haitianos, muitos poloneses mudaram de lado e lutaram ao lado do general Dessalines, um dos líderes da Revolução do Haiti. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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