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MPF abre ação contra Hospital Albert Einsten por descumprir cotas em residência médica

Em ação civil pública, o Ministério Público Federal solicita a adoção de políticas de cotas no processo seletivo de residência médica de 2026 do hospital
Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

— Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

9 de junho de 2026

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, na segunda-feira (8), uma ação civil pública solicitando a implementação de políticas de ações afirmativas no Hospital Israelita Albert Einstein, na cidade de São Paulo. 

O órgão solicita a abertura de editais complementares para o processo seletivo de 2026, com a destinação de vagas para candidatos negros, indígenas, com deficiência, quilombolas e pessoas trans, conforme determina a legislação vigente. 

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No processo, o MPF destaca que, segundo dados mais recentes, as pessoas negras ocupam apenas 27,5% das vagas de residência na instituição, enquanto 70,1% dos médicos residentes se autodeclaram brancos. O processo seletivo deste ano não apresentou reserva de vagas para minorias étnico-raciais e grupos vulnerabilizados. 

Leia mais: UNE lança plataforma eleitoral em defesa das cotas

A aplicação das cotas, aponta o Ministério, é obrigatória mesmo em instituições de direito privado, uma vez que envolvem treinamento em serviço no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A obrigatoriedade foi regulamentada pelo governo federal em 2025. 

A Procuradoria ressalta que a instituição é subsidiada por recursos públicos indiretos e beneficiada por exoneração fiscal, sob a forma de imunidade tributária federal. Para o Ministério Público, os benefícios fiscais atribuem à entidade obrigações positivas, como a adoção de medidas voltadas à promoção da igualdade material.

Leia mais: Ação no STF defende autodeclaração de pretos e pardos como critério principal para cotas raciais

Texto com informações da Agência Brasil.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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