A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou, na quarta-feira (10), que os Estados Unidos reconsiderem suas regras imigratórias para a Copa do Mundo 2026. O pedido ocorre após o país negar vistos para o árbitro somali Omar Artan e para dirigentes de equipes.
Na última segunda-feira (8), Artan, eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025, teve a entrada negada quando já estava no Aeroporto Internacional de Miami.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
No dia seguinte, a Federação do Futebol do Irã (FFIRI) denunciou que os EUA retiraram a cota de 8% de ingressos destinada à torcida iraniana. A reserva está prevista nas normas da Federação Internacional de Futebol (FIFA).
De acordo com a Agence France-Presse (AFP), a ONU acredita que a recusa das autoridades de imigração norte-americanas em permitir a entrada do árbitro pode causar impactos profundos no Mundial.
Leia mais: EUA barram entrada de árbitro da Somália para Copa do Mundo
“Espero sinceramente que haja uma profunda reflexão sobre como a aplicação das leis de imigração está impactando os direitos humanos e a dignidade humana, e que, especialmente para a Copa do Mundo, haja uma revisão das políticas que infelizmente temos visto prevalecer, principalmente nos EUA”, declarou Volker Turk, chefe dos Direitos Humanos da ONU.
Para Turk, as questões em torno do perfilamento racial e da aplicação das leis de imigração não devem interferir no evento. O representante também pediu o fim da desumanização de imigrantes, refugiados e requerentes de asilo.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11), com o jogo do México contra a África do Sul, no Estádio Azteca, às 16h.
Leia mais: Seleções africanas na Copa do Mundo: veja datas, horários e grupos