A trajetória da Seleção Argentina na Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por diversos casos de racismo. Enquanto assistia ao confronto contra o Egito pelas oitavas de final no início de julho, o influenciador negro e norte-americano Darren Jason Watkins Jr., conhecido como IShowSpeed, denunciou ter sido alvo de racismo por parte da torcida argentina.
Ainda na mesma partida, o técnico da equipe egípcia, Hossam Hassan, fez o sinal oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de cruzar os braços acima da cabeça. O gesto faz parte do protocolo antirracista implementado pela entidade para denunciar ofensas ocorridas durante os jogos do mundial.
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O histórico recente reforça o imaginário de uma seleção exclusivamente branca, sem espaço para a diversidade dentro e fora de campo.
Mas a história esconde outra realidade: no passado, três nomes negros romperam a barreira racial e marcaram o futebol argentino. Conheça quem são:
Alejandro De Los Santos
Filho de pais que vieram da África Ocidental Portuguesa (atual Angola), o atacante foi o primeiro jogador negro a vestir a camisa da seleção argentina, na década de 1920.
Conhecido pela sua força, ele conquistou a Copa América de 1925 e virou ídolo no Huracán, clube onde se tornou um dos maiores artilheiros e, mais tarde, atuou como treinador.

José Ramos Delgado
Filho de pai cabo-verdiano, o zagueiro de técnica refinada defendeu a Argentina nas Copas do Mundo de 1958 e 1962.
No Brasil, ele foi um dos grandes parceiros de Pelé no Santos da década de 1960, tornando-se um símbolo de liderança e elegância em campo.

Héctor Baley
Apelidado de “El Chocolate” e com raízes familiares no Senegal, o goleiro foi peça fundamental no elenco que conquistou a primeira Copa do Mundo da Argentina, em 1978.
Baley é reconhecido como um dos arqueiros mais ágeis e seguros do futebol argentino entre os anos 70 e 80.

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Jogador haitiano pode ser novo craque da Argentina
Stephen “Kiki” Ramos, atleta de 17 anos, escreveu mais um capítulo desta história ao ser convocado para a Seleção Argentina Sub-17 no fim de junho. A competição juvenil está prevista para acontecer entre novembro e dezembro de 2026, no Catar.
O atleta nasceu na capital Porto Príncipe e teve a infância marcada por dificuldades. Ainda bebê, viveu os primeiros meses de vida em um orfanato e, após o terremoto que devastou o país em 2010, foi adotado por um casal argentino, mudando-se para Buenos Aires com apenas nove meses de idade.
Como atacante do Vélez Sarsfield, Kiki chamou a atenção do técnico Diego Placente pela velocidade, habilidade e faro de gol. O jovem já marcou 12 vezes nesta temporada e desponta como uma das maiores promessas do futebol argentino.

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