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Alice Coachman, a primeira mulher negra a ganhar ouro nas Olimpíadas 

Afro-americana conquistou o título no salto em altura durante as Olimpíadas de Londres em 1948
Alice Coachman dando seu salto nas Olimpíadas de Londres em 1948.

Alice Coachman dando seu salto nas Olimpíadas de Londres em 1948.

— Reprodução/Redes Sociais

7 de agosto de 2025

Em uma data histórica, Alice Coachman se tornou a primeira mulher negra campeã olímpica, ao vencer a prova do salto em altura nos Jogos de Londres em 7 de agosto de 1948. A vitória se tornou um símbolo de resistência em um período marcado pela segregação racial. 

Desde cedo, Coachman enfrentou o impacto do racismo. A atleta viveu norte-americana viveu em Albania, no estado da Geórgia, região sul dos Estados Unidos, onde eram aplicadas as leis segregacionistas.  Nesse contexto, teve poucas oportunidades por crescer em uma comunidade onde negros não podiam frequentar centros esportivos públicos. 

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Sem acesso a recursos ou estrutura adequada, começou, ela improvisou os próprios treinos, criando barreiras com materiais simples para aprimorar seus saltos. Mesmo com poucos acessos e sem apoio familiar, seu talento surpreendente foi notado por um professor quando ela tinha apenas 16 anos, na década de 1940. 

Uma carreira marcada por barreiras

Coachman começou sua carreira ao conquistar uma bolsa de estudos na Universidade Estadual de Tuskegee, no Alabama, uma das principais instituições voltadas para negros nos Estados Unidos. Em sua trajetória, conquistou 34 títulos nacionais e foi campeã no salto em altura com dez títulos consecutivos.

Com os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944 cancelados devido à Segunda Guerra Mundial, a atleta não pôde competir em seu auge. Somente em 1948, aos 24 anos, participou de sua primeira e única Olimpíada. Em Londres, venceu o salto em altura com 1,68m, estabeleceu o recorde da competição e se consolidou como uma lenda do esporte. 

Alice Coachman sobe ao pódio nos Jogos Olímpicos de Londres em 1948 (Foto: Reprodução/ Redes Sociais).

Apesar da conquista histórica, Coachman enfrentou dificuldades por conta da discriminação racial ao retornar a sua cidade natal.  Na Albania, negros e brancos não podiam se sentar juntos nem mesmo durante cerimônias públicas. Durante sua homenagem oficial, o prefeito da cidade se recusou a apertar sua mão, e ela foi forçada a sair por uma porta lateral, mesmo sendo a estrela do evento.

Além do recorde olímpico, Coachman também foi a primeira mulher afro-americana a assinar contrato de patrocínio com uma grande marca. Desde 1975, seu nome integra o Hall da Fama do Atletismo dos Estados Unidos.

Após encerrar a carreira nas pistas, Alice Coachman seguiu como porta-voz abrindo caminhos para novas gerações e criou uma fundação voltada ao apoio de jovens atletas, na qual atuou até 2014, quando faleceu aos 90 anos.

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  • Thayná Santana

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