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Bahia registra menor número de mortes violentas em 12 anos

Dados do governo estadual mostram queda de 10,8% nas mortes violentas nos primeiros cinco meses de 2024
Silhueta de corpos ao chão. Segundo o Governo da Bahia, o estado registrou o menor número de mortes violentas em 12 anos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

11 de junho de 2024

Maio de 2024 terminou com o menor número de mortes violentas registrado pela Polícia Civil nos últimos 12 anos na Bahia. Segundo os índices criminais apresentados pelo Centro de Operações e Inteligência (COI), houve 347 ocorrências no mês, superando o recorde anterior de junho de 2020, com 348 casos.

No período de janeiro a maio de 2024, a Polícia Civil registrou 1.928 mortes violentas, uma redução de 10,8% em comparação com os 2.162 casos contabilizados no mesmo período de 2023. As informações são do Governo do Estado da Bahia.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, atribuiu a redução ao trabalho integrado das forças de segurança, investimentos em equipamentos e à ampliação das ações de inteligência. “Fechamos 2023 com uma diminuição de 6% nas mortes violentas e, este ano, com muito trabalho e dedicação dos policiais e bombeiros, chegamos a uma queda de 10,8% nos índices”, destacou Werner em nota.

Histórico de violência e mortes na Bahia

Dados divulgados em 2023 pela pesquisa “Pele Alvo: A cor da violência policial”, da Rede de Observatórios da Segurança, revelou que a Bahia foi o estado que mais registrou mortes pela polícia em 2022. A cada 24 horas, quatro pessoas eram assassinadas por agentes do estado, tendo os jovens negros como maiores vítimas dessa estatística.


Considerando os dados oficiais disponíveis, 87,35% dos mortos pela polícia em 2022 eram pessoas negras. A pesquisa ainda revelou que, em comparação com 2015, houve um aumento de 300% de óbitos em ações policiais na Bahia, sendo o estado que possui a polícia estadual mais letal dentre as monitoradas pela Rede, que são: Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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