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Cerca de 65 famílias vulneráveis são despejadas em Curitiba

A desocupação foi iniciada de surpresa e sem planejamento adequado de realocação
O Movimento Popular por Moradia (MPM) expressou profunda indignação com a ação, classificando-a como “traiçoeira e desumana”.

Foto: Reprodução/PUCPR

10 de julho de 2024

Na manhã desta terça-feira (9), cerca de 65 famílias que ocupavam o Tiradentes II, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), no Paraná, foram surpreendidas com uma desocupação sem aviso prévio. A ordem de reintegração de posse foi assinada pela juíza substituta Franciele Cit, e a Polícia Militar acompanhou a ação, que ocorreu de forma pacífica.

O Movimento Popular por Moradia (MPM) expressou profunda indignação com a ação, classificando-a como “traiçoeira e desumana”. O movimento alega que a desocupação foi iniciada sem um plano de realocação adequado para as famílias afetadas. “Aquele foi local de moradia e vida digna, com cozinha e barracão comunitário construídos pelos próprios moradores”, destaca o MPM.

Segundo a deputada federal Carol Dartora (PT-PR), a prefeitura iniciou o cadastramento das famílias, mas enfrenta dificuldades para efetuar o pagamento do auxílio. De acordo com a ordem de reintegração, a juíza determinou o pagamento de auxílio-moradia de R$ 600 para as famílias afetadas pela desocupação, com o depósito a ser feito em juízo dentro de cinco dias, o que ainda não ocorreu.

Dartora criticou a ação, afirmando que o ideal seria que a população saísse mediante um plano de realocação e o pagamento de aluguel social. Em resposta, o mandato da deputada entrou em contato com a Defensoria Pública do Estado do Paraná e a Comissão de Conflitos Fundiários do Tribunal.

“A Defensoria Pública afirmou não ter sido notificada sobre a desocupação, o que é recomendado e praxe em tais situações. Em razão disso, o mandato está notificando a Cohab para que justifique e tome providências no sentido de acolher essas famílias e garantir uma destinação digna para elas”, afirma o informe divulgado pela parlamentar.

  • Caroline Nunes

    Jornalista, pós-graduada em Linguística, com MBA em Comunicação e Marketing. Candomblecista, membro da diretoria de ONG que protege mulheres caiçaras, escreve sobre violência de gênero, religiões de matriz africana e comportamento.

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