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Comissão da Câmara aprova suspensão de norma sobre liberdade religiosa em presídios

Texto aprovado pela Comissão de Segurança propõe anular resolução do MJSP que garante proteção contra abusos religiosos no sistema prisional
A foto mostra o pátio de uma penitenciária.

A foto mostra o pátio de uma penitenciária.

— Marcello Casal Jr./Agência Brasil

13 de junho de 2025

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (12), o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que altera norma do Ministério da Justiça (MJSP) sobre liberdade religiosa e assistência socioespiritual em presídios e casas de detenção.

Emitida em 2024, a resolução do MJSP busca garantir que as práticas religiosas dentro das unidades prisionais no Brasil sejam livres, plurais e protegidas de possíveis abusos e imposições de agentes do Estado. 

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O PDL 229/24, de autoria do deputado federal Eli Borges (PL-TO), propunha suspender o trecho da resolução que proíbe o proselitismo religioso, prática que busca persuadir indivíduos a aderirem a determinada fé ou crença.

No entanto, o texto legislativo aprovado foi um substitutivo, apresentado pelo deputado federal e relator Allan Garcês (PP-MA). Em vez de sustar itens isolados da legislação, o PDL sugere a suspensão integral da norma.

“A suspensão da resolução é medida de suma importância para assegurar o respeito à liberdade individual de crença e a não discriminação religiosa”, declarou o relator na justificativa da proposta.

Para Garcês, a resolução do Ministério da Justiça ultrapassa sua competência regulamentar ao impor restrições à liberdade dos cidadãos. Para ele, o PDL é necessário para garantir segurança jurídica.

“A redação do inciso, ao vedar a participação de servidor público, empregado da iniciativa privada ou profissional liberal como voluntário religioso nos espaços de privação de liberdade em que tenha atuação profissional direta, é uma medida restritiva de direitos e contraria a própria Constituição Federal”.

Antes de ser enviada ao Plenário, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada pela Câmara, seguirá para votação no Senado.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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