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Comunidades de matriz africana se mobilizam em vigília pela preservação de terreiro de Sergipe

Após suspensão do julgamento que discutia a disputa fundiária, ato simboliza o encerramento do processo envolvendo o território ancestral e afro-religioso
Imagem do Axé Ilé Obá Abaçá Odé Bamirê Obá Fanidê durante à Festa de Oxóssi e comemoração da fundação do terreiro, em Aracaju, 10 e agosto de 2023.

Imagem do Axé Ilé Obá Abaçá Odé Bamirê Obá Fanidê durante à Festa de Oxóssi e comemoração da fundação do terreiro, em Aracaju, 10 e agosto de 2023.

— Reprodução/Redes Sociais

25 de agosto de 2025

Comunidades de matriz africana de Sergipe realizam, na terça-feira (26), a partir das 7h, uma vigília em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), na Praça Fausto Cardoso, em Aracaju. O ato ocorre por ocasião do julgamento final do recurso que trata da disputa fundiária envolvendo o terreiro Axé Ilé Obá Abaçá Odé Bamirê Obá Fanidê.

O processo diz respeito a uma ação judicial iniciada em maio deste ano, após decisão da juíza Viviane Cavalcante, da 1ª Vara Cível de São Cristóvão (SE), que determinou, por meio de liminar, assinada em dezembro do ano passado, que a comunidade entregasse parte do terreno a um vizinho que alega ter direito sobre a área. 

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No entanto, ainda no mesmo mês, o TJSE suspendeu os efeitos da decisão, impedindo, temporariamente, a desocupação do espaço. A ação ainda segue em tramitação.

Fundado em 1951 pelo babalorixá José D’Obakossô, o terreiro está localizado na região metropolitana de Aracaju. 

A mobilização é organizada pelo babalorixá Arvanley Augusto dos Santos, que está convocando casas de axé, terreiros e lideranças religiosas para se unirem em defesa do espaço sagrado. Segundo os organizadores, a ação busca garantir a preservação da memória ancestral e do legado de Zé D’Obakossô.

“Nossa herança não pode ser dividida. Defendemos a inviolabilidade de nosso chão sagrado”, destaca a convocatória divulgada à imprensa.

Para os participantes, o ato representa não apenas uma luta jurídica, mas também espiritual. A expectativa é de que a Justiça reconheça o direito à preservação do terreiro.


Com informações da Carta Capital

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  • Thayná Santana

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