As reuniões da 62ª sessão dos Órgãos Subsidiários (SB62) — começam nesta segunda-feira (16) no Centro Mundial de Conferências de Bonn (WCCB), em Bonn, Alemanha, onde fica a sede da Comissão das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC).
É a primeira vez que representantes da Alma Preta acompanham in loco as reuniões da conferência. Durante cinco dias, os profissionais estarão presentes nos principais centros de negociação, priorizando as temáticas que colocam em voga o debate climático acerca da questão racial no Brasil.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Além da agência de comunicação, outras organizações negras e periféricas estarão presentes nas reuniões. CEERT, Geledés, Perifa Sustentável, Peregum, Criola e o Movimento Negro Evangélico são algumas destas que comparecem com o objetivo de acompanhar os documentos, compromissos internacionais e decisões que provisionam os rumos da COP 3o, que será realizada no Brasil, em novembro de 2025.
Brasil reforça desejo de ampliar esforços para combater crise climática
Responsável pela presidência da próxima COP 30, o governo brasileiro emitiu um comunicado salientando três prioridades interconectadas para a SB62: reforçar o multilateralismo e o regime de mudanças climáticas sob a UNFCCC, conectar o regime climático à vida real das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris estimulando ações e ajustes estruturais em todas as instituições que podem contribuir para isso.
Ainda de acordo com o documento, o Brasil afirma que a nova presidência trabalha em estreita colaboração com a presidência da COP 29, os presidentes dos SBs e o secretariado da UNFCCC, para garantir que a SB62 produza resultados concretos a serem encaminhados à COP 30.
“Este é o momento em que concentramos as negociações na recuperação e atualização do nosso processo, reconstruindo uma infraestrutura global de confiança para resultados acelerados e em escala”.
Por fim, o documento ressalta a importância de se viabilizar bons avanços durante a Conferência em Bonn: “a nova Presidência incentiva os negociadores a mudarem de estratégia em Bonn. Em vez de conflito e impasse, a escuta mútua permitirá alavancar a diversidade de perspectivas para sofisticar tanto a colaboração quanto os resultados”.