Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado na sexta-feira (17), indica que quase oito em cada dez pessoas que vivem na pobreza estão diretamente expostas a riscos climáticos.
O relatório “Índice Global de Pobreza Multidimensional (IPM) de 2025”, lançado em antecipação à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), apontou mais de 887 milhões de afetados em todo o mundo.
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Entre os que vivem em pobreza multidimensional aguda, que abrange saúde, educação e padrões de vida, 651 milhões de pessoas estão sob dois ou mais riscos climáticos. Outras 309 milhões convivem com três ou quatro perigos simultaneamente, como calor extremo, inundações, secas ou poluição do ar.
Segundo a pesquisa, o calor elevado e a poluição do ar são as ameaças climáticas que mais impactam as pessoas pobres, atingindo, respectivamente, 608 e 577 milhões. Os locais mais propensos a inundações abrigam 465 milhões de pessoas.
Esta é a primeira vez que a organização cruza dados de risco climático com os índices de pobreza multidimensional. Para o administrador interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) da ONU, Haoliang Xu, é necessário que os debates da COP30 levem em consideração o levantamento.
“As promessas climáticas nacionais devem revitalizar o progresso estagnado do desenvolvimento que ameaça deixar as pessoas mais pobres do mundo para trás”, declarou em nota.