PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cursos sobre culturas afro-brasileiras e quilombolas receberão incentivo do MEC

Programa Escola Nego Bispo vai destinar até R$ 41,6 mil por projeto para formações com mestres tradicionais em instituições públicas de ensino
Fachada do Ministério da Educação (MEC).

Fachada do Ministério da Educação (MEC).

— Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

9 de dezembro de 2025

O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos 100 cursos de extensão selecionados pelo Programa Nacional Escola Nego Bispo. Cada projeto receberá até R$ 41,6 mil para a execução de formações voltadas a estudantes de licenciatura de instituições públicas de educação superior e profissional.

Os cursos devem contar com a atuação de mestres ou mestras de saberes tradicionais e promover a disseminação de conhecimentos sobre as culturas afro-brasileira e quilombola. O objetivo é fortalecer práticas educativas antirracistas na formação inicial de professores.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A seleção foi estruturada para garantir distribuição equitativa entre regiões e estados, com o objetivo de assegurar alcance nacional às ações. Nesta edição, o programa ocorre em parceria com o Instituto Federal da Bahia (IFBA).

Programa busca efetivar leis sobre ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena

A Escola Nego Bispo tem a meta de contribuir para a aplicação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas na educação básica. O programa integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

Além disso, o programa visa garantir o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas durante a formação docente. A iniciativa busca fortalecer a produção de conhecimentos teórico-conceituais decoloniais em diálogo com saberes tradicionais, e fomentar o protagonismo de sujeitos, trajetórias e territórios.


Criada pela Portaria nº 470/2024, a Pneerq estabelece diretrizes para ações educacionais voltadas ao enfrentamento das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. A política também prevê iniciativas específicas para a educação escolar quilombola, em articulação com gestores, professores, funcionários, estudantes e comunidades.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano