PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Nova plataforma monitora casos de violência e avanços na proteção de comunicadores da Amazônia

Site também é um espaço permanente de memória, informação e acompanhado do caso de jornalista e indigenista assassinados em 2022 no Vale do Javari
Vista aérea da Base de Proteção Etno-Ambiental do rio Curuçá, na TI Vale do Javari (AM).

Vista aérea da Base de Proteção Etno-Ambiental do rio Curuçá, na TI Vale do Javari (AM).

— Reprodução/Bruno Kelly/Amazônia Real

12 de julho de 2026

No dia 3 de julho foi lançada uma plataforma digital dedicada ao acompanhamento da luta contra a impunidade pelos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira, cometidos em 2022, bem como ao monitoramento das medidas de proteção dos povos indígenas e comunicadores na Amazônia. 

A iniciativa, coordenada pelas organizações Repórteres Sem Fronteiras (RSF), União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), ARTIGO 19, Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato  (Opi) e Instituto Dom Phillips, reforça o apelo para que o Estado brasileiro cumpra integralmente os compromissos assumidos neste caso emblemático.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A plataforma foi concebida como um espaço permanente de memória, informação e acompanhamento público do caso do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, brutalmente assassinados em 2022 no Vale do Javari, na Amazônia.

Leia mais: Garimpo ilegal na Amazônia é denunciado à comissão internacional

O site permite acompanhar o andamento do processo judicial, na expectativa de que o julgamento dos autores materiais do crime deverá avançar nos próximos meses, após uma série de adiamentos e etapas processuais voltadas à coleta de provas e à oitiva de testemunhas.

Além de disponibilizar uma cronologia dos acontecimentos e informações sobre as investigações, a plataforma também irá monitorar a implementação das medidas cautelares concedidas nesse processo pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). 

Entre os compromissos que serão monitorados estão os assumidos pelo governo brasileiro durante reunião realizada no último dia 12 de junho com organizações da sociedade civil e a CIDH.

Destacam-se a criação de um plano de proteção voltado às famílias de Dom Phillips e Bruno Pereira, bem como aos membros da Univaja, especialmente adaptado ao período do julgamento dos acusados, além do fortalecimento da transparência das investigações.

Leia mais: Ativista da Amazônia é a 1ª mulher trans brasileira nomeada Ponto Focal Global de Cidades da ONU

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano