Um levantamento inédito publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Datafolha indica que 82,6% das mulheres brasileiras têm medo de sofrer violência sexual.
A investigação, realizada entre 9 e 10 de março de 2026, ouviu 2.004 entrevistados de 137 municípios, com o objetivo de aprofundar os dados sobre a insegurança no país em diferentes situações categorizadas.
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Esta foi a maior diferença no sentimento de insegurança no recorte de gênero. Segundo o FBSP, a violência sexual assusta apenas 48,6% dos homens entrevistados, uma diferença de 34 pontos percentuais em relação às mulheres.
Enquanto quase metade das mulheres sente receio de ser vítima de agressão física por parceiros ou ex-parceiros, apenas 35,4% dos homens compartilham do mesmo temor.
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A disparidade na percepção de segurança também aparece entre as pessoas com medo de andar pela vizinhança após o anoitecer, que atinge 56,8% das mulheres e 37,7% dos homens.
A pesquisa evidencia que a percepção feminina de vulnerabilidade se expressa de forma mais ampliada e profunda do que a masculina. Para os homens, os principais temores foram o furto ou roubo de celular e o roubo à mão armada, ambos com 86,6%.
“As mulheres não apenas temem mais: elas temem de forma mais abrangente e menos segmentada. No universo masculino, a hierarquia do medo é mais seletiva e mais concentrada em crimes patrimoniais e eventos violentos de rua”, diz trecho do documento.
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A violência política também é mais temida pelas entrevistadas, atingindo 65,5% das mulheres e 53,1% dos homens. Na vitimização por sexo, aponta o estudo, as mulheres se destacam nas ocorrências ligadas à violência sexual, enquanto os homens nas associadas à violência urbana, patrimonial e de rua.
Considerando a população vítima de crimes nos últimos 12 meses, o percentual feminino (1,8%) foi o dobro do masculino (0,9%). Embora os percentuais sejam próximos, as mulheres também prevaleceram entre os casos de agressão física por parceiro íntimo ou ex-parceiro, com 3,8% contra 3,7%.