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Desemprego entre mulheres negras terminou acima da média nacional em 2023

Segundo IBGE, pretos e pardos foram os mais afetados pela falta de emprego formal no último ano
Carteira de trabalho digital.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

19 de fevereiro de 2024

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apontam que mulheres negras ocuparam os piores índices de desemprego no Brasil no último ano. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de mulheres negras desempregadas no último trimestre de 2023 foi de 9,2%, enquanto a média nacional foi de 7,4%, cerca de 2,2% acima do percentual médio. 

O número também representa uma superioridade de 53,3% entre a taxa de desemprego dos homens, que alcançou 6%. Essa é a segunda maior discrepância em 12 anos.

A população negra (soma de pretos e pardos) ainda apresentou taxas acima da média nacional de desemprego em relação à população branca, que alcançou 5,9%. Em comparação, os pretos apresentaram 8,9% e os pardos 8,5%.

A pesquisa ainda revelou diferenças entre escolaridade e empregabilidade. Das pessoas com ensino médio incompleto, o índice de desemprego foi de 13%, a pior taxa do estudo. As pessoas com superior incompleto alcançaram a porcentagem de 7,6%.

O PNAD foi realizado a partir da coleta de dados em 211 domicílios de 3.464 municípios em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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