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Desigualdade racial no acesso à internet diminui no Brasil, aponta Pnad

Dados da PNAD Contínua 2024 revelam avanços na inclusão digital e destacam ações do Governo Federal para ampliar conectividade em territórios negros
Imagem de uma mulher usando um aparelho celular com internet.

Imagem de uma mulher usando um aparelho celular com internet.

— Reprodução/Unsplash

28 de julho de 2025

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o acesso à internet entre os negros (pretos e pardos) alcançou percentuais próximos ao das pessoas brancas no Brasil. Entre os que têm dez anos ou mais, 88,4% das pessoas pretas e 88,6% das pardas acessaram a internet no último ano. Entre os brancos, a taxa foi de 90%.

Em 2016, a diferença era mais ampla: 72,6% das pessoas brancas utilizavam a internet, enquanto os percentuais entre pretos e pardos eram de 63,9% e 60,3%, respectivamente.

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O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou em nota que os dados refletem os investimentos realizados pelo Governo Federal. Segundo ele, a inclusão digital tem sido tratada como direito e instrumento de justiça social. As ações incluem a expansão da conectividade em comunidades quilombolas, áreas rurais e regiões periféricas.

“A inclusão digital é um direito e um instrumento de justiça social. Quando levamos internet para as comunidades quilombolas, periferias, áreas rurais e regiões remotas, estamos dando oportunidades para que todos tenham acesso à informação, educação, serviços públicos e mercado de trabalho. Esses números mostram que o esforço do Governo Federal está reduzindo desigualdades históricas”, afirmou o ministro.

Equipamentos e internet para comunidades quilombolas

Por meio do programa Computadores para Inclusão, o Ministério das Comunicações tem doado equipamentos recondicionados com prioridade para territórios historicamente excluídos. Recentemente, 55 computadores foram entregues a dez organizações do movimento negro em Porto Alegre (RS).

Na ocasião, Eliane Brochet, da ONG Cáritas-RS, afirmou que o acesso à tecnologia fortalece a capacidade de atuação das organizações diante de emergências e amplia a conexão com o mundo.

“Em meio ao furacão das emergências, precisamos de tecnologia não apenas para arrecadar recursos, mas também para nos conectar com o mundo. Por isso, a inclusão digital é tão essencial”, afirmou.

No estado da Bahia, a Comunidade Quilombola de Pitanga de Palmares recebeu notebooks e uma antena fixa de banda larga via satélite, instalada pela Telebrás no âmbito do programa Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão). A ação integra uma mobilização nacional que distribuirá 200 equipamentos a 44 comunidades quilombolas em todo o país.


As ações do Ministério das Comunicações também incluem o fortalecimento de rádios comunitárias, com suporte técnico e institucional para ampliar a visibilidade das narrativas negras e indígenas. As rádios apoiadas produzem conteúdos com base nos saberes locais, o que contribui para o resgate de memórias ancestrais e o enfrentamento de estigmas raciais.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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