A Associação Brasileira de ONGs (Abong) lançou o edital “Pajubá em Movimento: Por territórios antirracistas e sem LGBTfobia”. O processo seletivo visa a contratação de seis pessoas articuladoras ou mobilizadoras territoriais. O projeto é uma parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e conta com recursos de uma emenda parlamentar da deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP).
As inscrições estão abertas até o dia 2 de março e podem ser realizadas por meio de um formulário on-line. Os selecionados atuarão por quatro meses, com carga horária estimada em 60 horas mensais, e receberão uma remuneração total de R$ 10 mil por meio de contrato de prestação de serviço como pessoa jurídica.
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As seis vagas são distribuídas por territórios específicos. Há uma vaga para a Ilha do Marajó, no Pará; uma para Caruaru, em Pernambuco; três para o estado de São Paulo, abrangendo o bairro de Sapopemba na capital, o município de Araraquara e o litoral de Santos e Praia Grande; e uma vaga para Porto Alegre e região metropolitana, no Rio Grande do Sul. É obrigatório que a pessoa candidata resida ou atue de forma comprovada no território da vaga.
Os requisitos obrigatórios para a candidatura incluem a identificação como pessoa negra e/ou LGBTQIAPN+; atuação comprovada com direitos humanos e articulação comunitária; experiência com coletivos, movimentos sociais ou organizações da sociedade civil; habilidade em facilitação de grupos e mediação comunitária; disponibilidade para reuniões online e atividades presenciais; e acesso regular à internet.
Processo seletivo e atribuições
O processo seletivo tem três etapas, sendo elas a inscrição com envio de formulário, mini biografia e comprovação de atuação; análise documental; e entrevista online. O cronograma prevê a divulgação do resultado final até 26 de março.
As pessoas articuladoras serão responsáveis pela organização e mobilização local para um ciclo formativo que o projeto realizará entre maio e junho. As atribuições incluem o apoio à logística dos encontros, a facilitação do diálogo territorial, a articulação entre a coordenação do projeto e os grupos locais, e a produção de relatórios mensais.
O conteúdo formativo, que aborda temas como comunicação estratégica e captação de recursos, será de responsabilidade da equipe da Abong.
A iniciativa se insere no âmbito do Projeto Pajubá, idealizado pela Abong. O projeto tem o objetivo de fortalecer organizações e coletivos que atuam na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ no Brasil. A ação se desenvolve por meio de processos formativos, capacitação política, assessoria jurídica e apoio ao desenvolvimento institucional das entidades.