PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Guerra de Israel atrasa desenvolvimento de Gaza em mais de 60 anos

Segundo o chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os ataques de Israel deixaram cerca de 42 milhões de toneladas de escombros em Gaza
A imagem mostra um trecho de território palestino na Faixa de Gaza, destruído após os ataques de Israel durante o conflito.

A imagem mostra um trecho de território palestino na Faixa de Gaza, destruído após os ataques de Israel durante o conflito.

— Bashar Taleb/AFP

27 de janeiro de 2025

Depois de 15 meses de ataques constantes de Israel em território palestino, estima-se que a Faixa de Gaza  terá um atraso de, aproximadamente, 60 anos para atingir novamente índices de desenvolvimento aceitáveis na região. 

As informações foram concedidas pelo chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Organização das Nações Unidas (ONU), Achim Steiner, em entrevista à AFP em Davos, na Suíça. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Dois terços de todos os edifícios da região estão danificados ou destruídos pelos bombardeios do exército israelense. A quantia, segundo Steiner, representa um percentual aproximado de 65% a 70% de todas as estruturas prediais.

O chefe do PNUD ainda indica que os escombros somam cerca de 42 milhões de toneladas, que necessitarão de um trabalho “perigoso e complexo” para a remoção. Entre os destroços, há uma quantidade não especificada de munições e minas não detonadas. 

“Estamos falando de uma economia destruída, na qual estimamos que cerca de 60 anos de desenvolvimento foram perdidos neste conflito em 15 meses. […] Toda a infraestrutura e os serviços básicos simplesmente não existem”, aponta Achim Steiner.

Mesmo com o acordo de trégua, a entidade da ONU acredita não ser possível prever o tempo que levará para a total reconstrução de Gaza, e destaca a necessidade de priorizar a continuidade da ajuda humanitária emergencial. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano