Dados preliminares do Censo 2022, divulgados na quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que os trabalhadores negros e indígenas recebem rendimentos mensais inferiores à média nacional.
O levantamento indica que, em 2022, a renda mensal dos trabalhadores amarelos e brancos foi de, respectivamente, R$ 5.942 e R$ 3.659, ambos acima da média nacional (R$ 2.851). As pessoas pardas tiveram o rendimento mensal de R$ 2.851, e as pretas de R$ 2.061. Os indígenas formaram o grupo com a menor renda, com R$ 1.683 por mês.
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Segundo o IBGE, considerando os cinco grupos de cor ou raça analisados pelo Censo 2022, as pessoas ocupadas brancas e amarelas recebiam os rendimentos médios mensais nominais mais elevados em todos os níveis de escolaridade, com maior discrepância entre os que concluíram o ensino superior.
Neste grupo, os trabalhadores amarelos se destacam com o maior rendimento (R$ 8.411), seguidos pelos brancos (R$ 6.547), pardos (R$ 4.559), pretos (R$ 4.175) e indígenas (R$ 3.799).
O grupo também obteve os maiores percentuais de ocupados com ensino superior completo, com 52,1% para os amarelos e 30% para os brancos. Indígenas (34,7%), pretos (27%) e pardos (26%) representaram os maiores índices de ocupados sem o ensino fundamental completo.
De acordo com o Censo, a disparidade de gênero também foi observada nos níveis de ocupação, com 62,9% para os homens e 44,9% para as mulheres.
Considerando o recorte racial, a ocupação masculina variou de 64,9% (pretos) a 61,3% (pardos). A ocupação feminina variou entre 47,4% (brancas) e 42,1% (pardas). A população indígena apresentou o menor nível de ocupação, tanto para homens (48,1%) quanto para mulheres (30,8%).