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Isolamento de turistas no Vidigal evidencia rotina de risco de moradores das favelas do Rio

Cerca de 200 visitantes ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos durante tiroteio em ação policial
Turistas presos no Morro Dois Irmãos, no Vidigal, Rio de Janeiro, em 20 de abril de 2026.

Turistas presos no Morro Dois Irmãos, no Vidigal, Rio de Janeiro, em 20 de abril de 2026.

— Reprodução/TV Globo

20 de abril de 2026

Uma operação policial deflagrada na manhã desta segunda-feira (20) na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, deixou cerca de 200 turistas presos no alto do Morro Dois Irmãos.

A ação foi realizada pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, com investigação do Ministério Público e da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). 

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Em nota, as entidades informaram que a operação tinha como alvo lideranças de uma organização criminosa do sul do estado baiano que estariam no Rio.

Sem conseguir descer pela trilha de acesso ao ponto turístico, que fica na comunidade, os turistas ficaram ilhados durante o tiroteio. Eles foram escoltados de volta por blindados da polícia por volta das 7h20. 

Leia mais: Movimento negro cobra investigação federal da chacina policial no Rio

Em nota publicada em rede social, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) ressaltou que o cenário enfrentado pelos visitantes já é parte da rotina das populações periféricas da capital fluminense. 

“É o que os moradores enfrentam de forma recorrente: o território cercado, a circulação interrompida, o risco constante. Enquanto se tenta sustentar a imagem de cidade preparada para o turismo, a vida de quem mora nesses espaços segue atravessada por operações que isolam e colocam todos em perigo”. 

Para a ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, o episódio é uma clara demonstração da fragilidade na política de segurança pública do Rio de Janeiro.

Leia mais: Quem é Rachel Barros, nova ministra da Igualdade Racial

“Turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos, vivenciando o que, infelizmente, é parte da rotina de moradores de favelas: o sentimento de medo, insegurança e ausência de garantias básicas”, escreveu.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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