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Israel aprova pena de morte exclusiva para palestinos

Lei aprovada no Parlamento israelense prevê pena de morte exclusiva a palestinos e gera críticas de organizações de direitos humanos
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esquerda), aperta a mão do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, em 23 de maio de 2023.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (à esquerda), aperta a mão do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, em 23 de maio de 2023.

— Gil Cohen-Magen/AFP

31 de março de 2026

O Knesset, Parlamento de Israel, aprovou, na última segunda-feira (30), uma legislação que permite a pena de morte para palestinos condenados em tribunal militar por ataques letais contra judeus.

Apresentada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, da coligação governamental de extrema-direita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, a medida foi aprovada por 62 votos a favor e 48 contra e classifica os atentados como “terrorismo”. 

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De acordo com a proposta, os tribunais militares serão orientados a aplicar a pena de morte para palestinos da Cisjordânia ocupada. A lei não prevê a mesma penalidade para cidadãos israelenses ou da comunidade judaica, acusados de crimes semelhantes. 

A nova medida define que a pena será aplicável até 90 dias após a condenação definitiva, com possibilidade de adiamento de até 180 dias. A lei também extingue a possibilidade de comutação da pena, benefício que reduz parcialmente a pena de um condenado.

Em resposta, as organizações palestinas Al-Haq e Addameer, uma das maiores entidades de direitos humanos defensoras dos prisioneiros políticos palestinos, denunciaram formalmente a norma à Organização das Nações Unidas (ONU).

Para as ONGs, o projeto é uma violação aos tratados internacionais que restringem a aplicação da pena de morte em casos excepcionais, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. 

A denúncia também contesta a autoridade legal de Israel sobre as leis aplicadas na Cisjordânia, território ocupado segundo o direito internacional. 

A Associação para os Direitos Civis em Israel informou ter apresentado um recurso contra a medida no Supremo Tribunal de Israel. O Conselho da Europa também contestou a norma.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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