PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Júri popular absolve PMs acusados de executar homens desarmados com 16 tiros

Foram absolvidos 14 policiais militares da Rota acusados de fraudar tiroteio que matou dois homens em 2015
A imagem mostra o uniforme de um policial militar da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), em solenidade no dia 15 de outubro de 2024.

A imagem mostra o uniforme de um policial militar da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), em solenidade no dia 15 de outubro de 2024.

— Reprodução/Pablo Jacob /Governo do Estado de SP

24 de setembro de 2025

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) absolveu, na terça-feira (23), por meio de júri popular, 14 policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), acusados de matar dois homens desarmados em agosto de 2015.

Hebert Lúcio Rodrigues Pessoa e Weberson dos Santos Oliveira foram mortos com 16 disparos, na região de Pirituba, zona noroeste da capital paulista. Segundo a Polícia Militar, as vítimas teriam trocado tiros com os policiais na Avenida Dr. Felipe Pinel. No entanto, testemunhas ouvidas pela Corregedoria relataram que um dos homens havia sido preso a cerca de 30 quilômetros do suposto tiroteio, momentos antes da abordagem.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Os agentes, denunciados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), responderam por homicídio doloso e fraude processual, e foram acusados de forjar o tiroteio com os suspeitos já mortos.

Em 2017, o promotor do MPSP, Hidejalma Muccio, explicou que as imagens mostram o carro das vítimas passando e, em seguida, o da Rota trafegando a 20 quilômetros por hora. O registro, segundo o promotor, demonstra que não houve troca de tiros.

O processo tramitou em segredo de Justiça e foi julgado pela 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano