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Formação em segurança digital para mulheres nas eleições abre inscrições

Programa selecionará 30 comunicadoras da América Latina e lançará ferramenta para apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade digital
Imagem mostra a mão de uma pessoa votando em uma urna eletrônica.

Imagem mostra a mão de uma pessoa votando em uma urna eletrônica.

— Reprodução

16 de julho de 2026

A Rede de Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP) abriu, nesta terça-feira (15), as inscrições para a edição de 2026 da Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (REPCONE), iniciativa que oferece formação em segurança digital para mulheres que atuam em espaços de visibilidade pública durante o período eleitoral. 

O programa também marcará o lançamento do LATINAS IA, agente digital desenvolvido para oferecer suporte permanente a mulheres em situação de vulnerabilidade diante de ataques e violência no ambiente online.

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A nova edição selecionará 30 participantes da América Latina entre jornalistas, ativistas, pesquisadoras e lideranças comunitárias. A prioridade será para mulheres que atuam em contextos de maior exposição à violência digital e à desinformação. As inscrições devem ser feitas neste link.

Segundo a Rede JP, a iniciativa busca fortalecer a capacidade de proteção, resposta e resiliência dessas mulheres diante de ataques coordenados, campanhas de desinformação e outras formas de violência política digital.

“Nos últimos anos, percebemos que os ataques se tornaram mais coordenados e rápidos. Por isso, além da formação, buscamos criar uma estrutura permanente de apoio para que essas mulheres não enfrentem a violência digital sozinhas”, afirma  Marcelle Chagas, coordenadora geral da Rede JP, integrante da rede de mulheres líderes da Universidade e idealizadora da REPCONE.

Leia mais: Redes sociais de jornalismo independente têm contas derrubadas às vésperas das eleições, denuncia Fenaj

Violência política digital

A nova edição ocorre em um contexto de crescimento da violência política de gênero e raça no ambiente digital. 

Segundo o estudo “Regime de ameaça: a violência política de gênero e raça no âmbito digital”, divulgado pelo Instituto Marielle Franco em agosto de 2025, os principais alvos da violência política on-line no Brasil são mulheres negras, pessoas LGBTQIA+, moradores de periferias, defensores de direitos humanos, ativistas e pessoas que ocupam cargos públicos.

O programa será estruturado em quatro eixos: formação em segurança digital e enfrentamento à desinformação; apoio psicossocial e orientação jurídica; protocolos de resposta rápida para casos de ataques coordenados; e infraestrutura tecnológica voltada à proteção das participantes.

A programação prevê quatro aulas virtuais sobre segurança digital, proteção de dados, resposta a incidentes e enfrentamento à desinformação, com tradução para português e espanhol e acessibilidade em Libras. 

Também estão previstas oficinas presenciais no Rio de Janeiro e no Peru, além da oferta de mini grants, destinados ao financiamento de iniciativas desenvolvidas pelas participantes em seus territórios.

Ferramenta para proteção de mulheres

Uma das novidades desta edição será o lançamento do LATINAS IA, plataforma de inteligência artificial criada para orientar mulheres em situações de violência digital.

A ferramenta reunirá informações verificadas, conteúdos de checagem, guias de segurança digital e protocolos para resposta a incidentes. Também permitirá o acionamento de redes de apoio, facilitando o contato com especialistas, organizações parceiras e iniciativas de proteção na América Latina.

Leia mais: Conheça os pré-candidatos negros à Presidência nas eleições de 2026

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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