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Morre Assata Shakur, revolucionária dos Panteras Negras perseguida pelo governo dos EUA

Além dos Panteras Negras, Assata Shakur integrou o grupo revolucionário Exército da Libertação Negra; governo norte-americano pedia sua extradição
A revolucionária Assata Shakur.

A revolucionária Assata Shakur.

— Reprodução/Blackpast

26 de setembro de 2025

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba anunciou, nesta sexta-feira (26), a morte de Assata Shakur, importante ativista norte-americana pela emancipação da população afro-americana e ex-membro do Partido dos Panteras Negras.

A militante faleceu aos 78 anos, em Havana, onde vivia em exílio desde 1984. Nascida no bairro do Queens, em Nova Iorque, ela iniciou sua articulação política ainda na faculdade e, ao final dos anos 1960, ingressou no Panteras Negras. 

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Como integrante do partido, ajudou a implementar diversas ações sociais na região do Harlem, como clínicas comunitárias e programas de alfabetização. 

Em sua trajetória, a ativista se engajou com ideais de teóricos revolucionários do socialismo africano, aprofundando os debates interseccionais entre raça e classe social.

“Não foi preciso muito esforço pra perceber que o povo negro é oprimido por causa da classe assim como pela raça, porque somos pobres e porque somos negros”, diz trecho de sua biografia. 

Em 1970, Shakur se tornou fundadora e líder do Exército da Libertação Negra, grupo revolucionário de guerrilha urbana que, posteriormente, tornou-se alvo de repressão do Departamento Federal de Investigação (FBI). A ativista chegou a ser incluída na lista de terroristas mais procurados. 

Após ser vítima de uma emboscada policial em 1973, Assata foi detida e condenada à prisão perpétua. Em sua biografia, a líder relata ter sido alvo de abusos físicos e psicológicos durante o cárcere. 

Com ajuda de outros integrantes dos Panteras Negras, a militante fugiu da prisão em 1979 e partiu para seu exílio. Até o dia de sua morte, o governo dos Estados Unidos solicitou sua extradição a Cuba. 

Além da trajetória política, Assata Shakur era poetisa, escritora e madrinha do rapper Tupac Shakur, tendo sido reverenciada por diversos artistas da cultura hip-hop.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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