O jornalismo brasileiro perdeu nesta quarta-feira (2) uma de suas vozes mais importantes. Wanda Chase, referência na cobertura da cultura baiana e ativista do movimento negro, morreu aos 74 anos após complicações de saúde.
Nascida em Manaus (AM) e radicada em Salvador (BA) desde 1991, Wanda construiu uma carreira de cinco décadas que a transformou em símbolo do jornalismo regional. O último trabalho da jornalista foi publicado em outubro de 2024 e se trata de uma reportagem sobre a empreendedora Danielle Sales para o Portal iBahia, onde mantinha a coluna “Opraí Wanda Chase”.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Trajetória marcante na televisão
Com passagens por grandes emissoras como a Rede Manchete e a TV Cabo Branco, Wanda se consagrou durante seus 27 anos na TV Bahia, afiliada da Globo no estado. Ali, desenvolveu um estilo único de contar histórias, levando a riqueza da cultura afro-brasileira para todo o país.
A profissional também atuou como assessora de imprensa do Olodum, ajudando a projetar o grupo musical internacionalmente. Recebeu mais de 40 prêmios ao longo da carreira, incluindo o título de Cidadã Soteropolitana em 2002.
Compromisso com a representatividade
Wanda nunca separou jornalismo de ativismo. Neta de imigrantes caribenhos, ela usou sua posição na mídia para combater o racismo e amplificar vozes marginalizadas. Mesmo aposentada, continuou produzindo conteúdo relevante, como o podcast “Bastidores com Wanda Chase”.
A última aparição pública da jornalista ocorreu durante o Carnaval de Salvador em 2025, festa que pesquisava há três décadas. Colegas e amigos lembram de Wanda Chase como uma profissional integra, cuja paixão pelo jornalismo se refletia em seu trabalho diário.
O velório ocorrerá no sábado (5) no Cemitério Campo Santo, em Salvador. Wanda deixa irmãos e sobrinhos.