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Paraíba resgata 340 trabalhadores em condições análogas à escravidão em 3 anos

Somente em 2025, 225 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão na Paraíba
A imagem mostra as mãos de quatro trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão.

A imagem mostra as mãos de quatro trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão.

— Reprodução / Ministério Público do Trabalho

30 de julho de 2025

Um levantamento realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) revelou que, entre 2023 e 2025, o estado da Paraíba resgatou 340 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão.

O número representa um crescimento de 263% no período de três anos. Somente neste ano, 225 trabalhadores foram resgatados, sendo 94% em atividades de construção civil e 3% em pedreiras. 

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Segundo o MPT, a maioria dos resgates realizados em 2025 ocorreu nas cidades de João Pessoa e Cabedelo. Julho é apontado como o mês com mais ocorrências.

A última ação deflagrada pelo órgão, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), no dia 23 de julho, resgatou 112 trabalhadores em obras de oito empresas de construção civil.

 O MPT destaca que a trabalhadores paraibanos têm sido aliciados e inseridos em situação análoga à escravidão no interior, nas capitais e também em outros estados.  

No período analisado, as vítimas eram naturais de pelo menos 20 municípios do interior da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. 

Comparando com o total de resgatados em 2024 (57), o percentual deste ano apresenta um crescimento de, aproximadamente, 324%. Em 2023, o MPT da Paraíba realizou o resgate de 62 trabalhadores. 

“O tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo é uma realidade e não podemos, de forma alguma, fechar os olhos para esse crime”, apontou a procuradora do Trabalho Marcela Asfóra, em nota do órgão. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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