O governo de Pernambuco decretou situação de emergência em 117 dos 185 municípios do estado devido à estiagem que afeta a região. O decreto, assinado pela governadora Raquel Lyra (PSDB), destaca os impactos da seca prolongada, que já provoca danos humanos, materiais e ambientais, além de ameaçar o abastecimento de água e a agropecuária.
A decisão foi baseada na análise de dados que apontam para a redução das chuvas esparsas em algumas localidades, o que agrava a situação dos reservatórios e intensifica os prejuízos econômicos e sociais.
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Abrangência e medidas contra a seca prolongada
O decreto tem validade de 180 dias e contempla três grupos de municípios: 66 cidades com decretos municipais de emergência já reconhecidos pelo governo federal; 23 municípios onde a situação de anormalidade foi decretada pelo governo estadual devido à seca hidrológica que compromete o abastecimento sob gestão da Companhia Pernambucana de Saneamento e Abastecimento (COMPESA) e 28 cidades que se enquadram em ambas as situações.
Com o reconhecimento da emergência, órgãos estaduais e autoridades federais e municipais serão mobilizados para implementar ações de mitigação. Entre as prioridades estão a contratação ágil de serviços e equipamentos e o acesso facilitado a recursos financeiros.
A situação também abre caminho para medidas de enfrentamento, como programas de distribuição de água e apoio à população rural, frequentemente mais afetada pela escassez hídrica.
A relação das cidades em situação de emergência pode ser consultada na íntegra no Diário Oficial de Pernambuco.