PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Petroleiros pedem a Lula fim de venda de petróleo para Israel devido ao genocídio em Gaza

Segundo carta da Federação Nacional dos Petroleiros, o Brasil exportou 2,7 milhões de barris de petróleo bruto para Israel em 2024
A foto mostra tanques do exército de Israel estacionados, com um militar israelense na frente.

A foto mostra tanques do exército de Israel estacionados, com um militar israelense na frente.

— Jack Guez/AFP

29 de maio de 2025

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) solicitaram a suspensão imediata das exportações de petróleo para Israel.

No documento, as principais entidades do setor de petróleo no Brasil apelam para que o governo reafirme sua posição contra o genocídio praticado por Israel contra a população palestina em Gaza a partir de ações concretas.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

As federações apontam que, somente em 2024, o Brasil exportou 2,7 milhões de barris de petróleo bruto para Israel. 

A quantia representaria um fornecimento relevante de combustível para as operações militares israelenses. Os dados são do Comex Stat, um sistema do governo federal que divulga estatísticas sobre comércio exterior brasileiro.

“Um forte lembrete da responsabilidade global de evitar a cumplicidade em crimes de genocídio, conforme articulado por especialistas jurídicos e órgãos judiciais internacionais”, afirma trecho da carta.

Além da suspensão imediata das exportações de petróleo para Israel, as entidades pedem a interrupção de projetos com empresas de energia israelenses como forma de alinhar as políticas comerciais internacionais do Brasil aos compromissos com a paz e a justiça.

A carta também pede que o Estado brasileiro apoie as sanções e medidas de responsabilização lideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), em solidariedade aos esforços globais para combater crimes de guerra e apartheid sistêmico.

“Esta carta é um apelo para que o Brasil honre seu legado diplomático, reafirme sua posição do lado certo da história e garanta que suas políticas econômicas reflitam seus compromissos éticos e legais com a defesa dos direitos humanos e do direito internacional.”

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano