O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) lançou, nesta quinta-feira (6), uma pesquisa que indica um aumento no número de brasileiros que convivem com a presença de facções criminosas ou milícias.
O levantamento foi realizado pelo Datafolha, entre os dias 2 e 6 de junho, e ouviu 2.007 pessoas em 130 municípios de todas as regiões do país, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior.
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De acordo com a organização, 19% dos entrevistados moravam em bairros com presença de grupos de facção ou milícia, um aumento de 5% em relação ao registrado no ano anterior. Os índices foram superiores entre as capitais (26%), grandes centros urbanos (26%) e na região Nordeste (28%).
O documento destaca que o fenômeno atinge os grupos vulneráveis de forma mais intensa. Dos moradores autodeclarados negros, 23% relataram a presença de facções em seus bairros. Para os brancos, o percentual foi de 13%.
A pesquisa aponta que 16% das pessoas ouvidas já testemunharam abordagens violentas da Polícia Militar, com maior incidência entre os homens jovens, residentes de áreas urbanas.
A organização também analisou a percepção da população sobre as violências sofridas. De cada três entrevistadas, duas afirmaram ter sido vítimas de algum tipo de violência nos 12 meses que antecederam a pesquisa, um percentual de 66%.
Cerca de 11% das pessoas foram vítimas de roubo ou assalto em casa, no transporte, na escola ou no trabalho. Em um em cada quatro desses casos (25%), houve uso de arma de fogo, com maior incidência entre moradores de grandes centros urbanos e das classes A e B.