PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Presença de facções e milícias nos bairros cresce e atinge mais moradores negros, aponta pesquisa

Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra aumento de 5% na presença de facções e milícias em bairros brasileiros
Rua 25 de Março, na cidade de São Paulo.

Rua 25 de Março, na cidade de São Paulo.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

17 de outubro de 2025

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) lançou, nesta quinta-feira (6), uma pesquisa que indica um aumento no número de brasileiros que convivem com a presença de facções criminosas ou milícias. 

O levantamento foi realizado pelo Datafolha, entre os dias 2 e 6 de junho, e ouviu 2.007 pessoas em 130 municípios de todas as regiões do país, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

De acordo com a organização, 19% dos entrevistados moravam em bairros com presença de grupos de facção ou milícia, um aumento de 5% em relação ao registrado no ano anterior. Os índices foram superiores entre as capitais (26%), grandes centros urbanos (26%) e na região Nordeste (28%).

O documento destaca que o fenômeno atinge os grupos vulneráveis de forma mais intensa. Dos moradores autodeclarados negros, 23% relataram a presença de facções em seus bairros. Para os brancos, o percentual foi de 13%.

A pesquisa aponta que 16% das pessoas ouvidas já testemunharam abordagens violentas da Polícia Militar, com maior incidência entre os homens jovens, residentes de áreas urbanas. 

A organização também analisou a percepção da população sobre as violências sofridas. De cada três entrevistadas, duas afirmaram ter sido vítimas de algum tipo de violência nos 12 meses que antecederam a pesquisa, um percentual de 66%.

Cerca de 11% das pessoas foram vítimas de roubo ou assalto em casa, no transporte, na escola ou no trabalho. Em um em cada quatro desses casos (25%), houve uso de arma de fogo, com maior incidência entre moradores de grandes centros urbanos e das classes A e B.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano