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Racismo religioso: 74% dos líderes de religiões de matriz africana relatam ameaça ou destruição, diz pesquisa

Integrantes religiões afro-brasileiras prestam homenagem as orixás Iemanjá e Oxum no festival Bembe do Mercado, na praia de Itapema, Santo Amaro (BA), em 19 de maio de 2024.

Integrantes religiões afro-brasileiras prestam homenagem as orixás Iemanjá e Oxum no festival Bembe do Mercado, na praia de Itapema, Santo Amaro (BA), em 19 de maio de 2024.

— Rafael Martins/AFP

6 de dezembro de 2025

A pesquisa “Respeite meu Terreiro”, realizada pela Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro) e pelo terreiro Ilê Omolu Oxum, indica que 74% das pessoas entrevistadas relataram ameaças ou destruição de casas sagradas. Os dados foram divulgados pela Defensoria Pública da União (DPU), apoiadora do levantamento, na sexta-feira (5).

O mapeamento contou com a participação de líderes religiosos de 511 terreiros e buscou identificar a violência religiosa contra comunidades tradicionais. Também participaram da iniciativa o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e o Instituto Raça e Igualdade.

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De acordo com o estudo, 77% dos terreiros já sofreram racismo religioso. Em relação a ameaças ou destruição de casas sagradas, apenas 26% conseguiram registrar boletim de ocorrência.

Cerca de 80% das pessoas ouvidas também relataram ter sofrido atos discriminatórios. A internet foi apontada como um ambiente com recorrentes casos de racismo religioso, tendo sido palco para 52% dos casos. Entre as plataformas mais recorrentes, estão o Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter).

“Elas [comunidades de terreiro] são guardiãs desses saberes ancestrais, heranças e Axé, que foram transmitidos por meio da oralidade por gerações até os dias atuais. Protegê-los é fundamental para combater o racismo e preservar a diversidade cultural brasileira”, diz trecho da pesquisa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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