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SP: PM matou 211 pessoas apenas no 1º trimestre de 2024

Número de mortos pela PMSP é 30 vezes maior do que policiais mortos em serviço
Polícia Militar de São Paulo durante eleições de 2022.

Foto: Carl de Souza / AFP

1 de maio de 2024

Dados compartilhados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), na última segunda-feira (29), denunciam um aumento exponencial nas mortes causadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP). Somando os óbitos em ações policiais e os causados por oficiais de folga, 211 pessoas foram mortas apenas nos três primeiros meses do ano.

Separadamente, foram 179 mortes de civis em operações da PMSP e 32 óbitos por agentes fora de serviço. O número de mortos em operações é cerca de 138% maior do que o último ano, que teve com 75 ocorrências.

O relatório também traz informações sobre o número de PMs mortos dentro e fora de serviço, contabilizando sete óbitos no total. Para fins de comparação, o número de pessoas mortas pela polícia é cerca de 30 vezes maior do que o de agentes mortos.

Apesar do termo oficial usado pela SSP ser “mortes em confronto com a polícia”, a discrepância entre os números demonstra uma diferença entre o número de policiais e os civis mortos durante as operações.

Foram três policiais mortos em serviço no primeiro trimestre do ano, o que comparado com as 179 mortes de civis, representa 1,67% dos óbitos causados pela corporação.

Os números apresentados na planilha apontam para uma tendência de crescimento nos meses nos quais foram deflagradas as duas versões da Operação Escudo. 

Se analisarmos dados do terceiro trimestre de 2023, período onde foi deflagrada a primeira Operação Escudo, o número de mortos é o maior índice relatado nos documentos, com 139 óbitos.

O primeiro trimestre de 2024 também apresentou o maior índice de mortes durante ações da PMSP desde 2019, ano que contou com 179 ocorrências.

Nos três primeiros meses de 2024, o estado de São Paulo contou com duas operações simultâneas na região da Baixada Santista, a segunda Operação Escudo e a Operação Verão, essa sendo a segunda mais letal desde o Massacre do Carandiru.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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