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STF quer relação de policiais equipados com câmeras corporais em chacina no Rio

Ministro Alexandre de Moraes solicita informações sobre a operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal do país
Policial civil durante Operação Contenção na favela Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025.

Policial civil durante Operação Contenção na favela Vila Cruzeiro, no complexo da Penha, Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025.

— AFP

10 de novembro de 2025

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou, nesta segunda-feira (10), novas informações sobre a Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas.

A decisão foi dada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, também conhecida como ADPF das Favelas, após a apresentação de novas informações.

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O parecer de Moraes, relator do processo, determina que sejam preservados os registros das câmeras corporais usadas por policiais civis e militares na ação e apresentada a relação dos agentes que utilizaram o dispositivo. O estado do Rio de Janeiro deverá encaminhar cópias de todos os laudos necroscópicos, com imagens e dados sobre os projéteis.

Ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ministro requereu os relatórios e as cópias dos laudos da perícia independente e da investigação instaurada após a ação.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) deverá enviar a relação das pessoas com mandado de prisão que foram efetivamente presas, das que foram detidas sem mandado e dos resultados das audiências de custódia realizadas.

Na decisão, o ministro também suspendeu o inquérito policial aberto pela 22ª Delegacia da Penha, que investiga familiares das vítimas por removerem os corpos do local de confronto.

De acordo com o comunicado do STF, Moraes considerou relatos apresentados em audiência com órgãos e representantes da sociedade civil, convergentes em apontar as dificuldades das famílias para acessar o teor das perícias e a precariedade dos serviços de perícia criminal.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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