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Justiça condena União por demora para titular terras quilombolas no Amapá

TRF1 determina indenização de R$ 3,3 milhões e estabelece prazo de três anos para conclusão da regularização de 33 territórios quilombolas no Amapá
Quilombo Rosa, na zona rural de Macapá (AP).

Quilombo Rosa, na zona rural de Macapá (AP).

— Reprodução/Governo do Amapá

30 de maio de 2026

A Justiça Federal condenou, por unanimidade, a União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Cultural Palmares (FCP) pela lentidão excessiva na regularização fundiária de 33 territórios quilombolas no Amapá.

A decisão da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) também condenou o Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap) e determina o pagamento de R$ 3,3 milhões em indenização por danos morais coletivos. 

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O colegiado reverteu a decisão da primeira instância e entendeu que a morosidade do Estado violou os valores imateriais e culturais da coletividade quilombola. O valor será integralmente revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, destinado ao custeio de políticas públicas e à reconstituição dos bens lesados das comunidades envolvidas. 

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Além da indenização, o parecer confere o prazo de três anos para a conclusão de todos os processos de identificação, delimitação e titulação definitiva dos quilombos amapaenses, sob pena de multa de R$ 100 mil por mês de atraso.

Para a Justiça Federal, a atuação do Poder Público configura uma violação direta aos princípios constitucionais da eficiência e da razoável duração do processo. 

“O TRF1 ainda fixou a obrigação da União de evitar, por meio dos programas de regularização agrária, demarcações que gerem sobreposição com áreas habitadas pelos remanescentes quilombolas do Amapá. 

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À Fundação Palmares, foi determinada a prestação de auxílio ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao Imap para a finalização dos atos administrativos pendentes.”

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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