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USP lança campanha para financiar intercâmbio de estudantes negros

Projeto pretende ampliar acesso de estudantes negros a cursos de idiomas e experiências internacionais por meio de bolsas e subsídios
Encontro de estudantes cotistas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 21 de novembro de 2026.

Encontro de estudantes cotistas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 21 de novembro de 2026.

— Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

31 de maio de 2026

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou a abertura da campanha de financiamento para a segunda edição do projeto “Mundo Sem Fronteiras”, que oferece bolsas para cursos de idiomas e intercâmbio para estudantes negros. 

A iniciativa, fundada em 2024, é voltada para alunos pretos e pardos da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da instituição. Os interessados em realizar doações podem contribuir até o dia 13 de junho, por meio do site

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A primeira versão da campanha arrecadou cerca de R$ 250 mil em 2025, valor que resultou em mais de 110 bolsas e três subsídios para intercâmbios com duração de seis meses.

Leia mais: Acesso de negros ao ensino superior quintuplica, mas ainda é metade do de brancos, diz IBGE

De acordo com a universidade, a expectativa é arrecadar R$ 297 mil neste ano, dos quais mais de 90% serão destinados aos auxílios financeiros. O projeto pretende ofertar mais de 120 bolsas para cursos, de R$ 1,5 mil por semestre, e dois subsídios para a mobilidade internacional, com valor estimado de R$ 25 mil semestrais. 

A docente, vice-diretora da FEA e uma das coordenadoras do programa, Maria Sylvia Saes, explica que o objetivo é reduzir as desigualdades e oferecer melhores condições de formação e inserção profissional à população negra. 

“Ao promover bolsas de idiomas e intercâmbio, o projeto contribui para a inclusão social e educacional, fortalece a diversidade na Universidade e amplia horizontes acadêmicos e profissionais para esses estudantes”, declarou Saes em nota da USP. 

Ao final das atividades, os discentes devem apresentar o certificado de conclusão e registrar as tarefas como Atividade Acadêmica Complementar (AAC), obrigatória no currículo da faculdade. 

Leia mais: Apenas 33% das universidades federais brasileiras têm políticas de permanência voltadas a estudantes negros

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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