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Ativista da Amazônia é a 1ª mulher trans brasileira nomeada Ponto Focal Global de Cidades da ONU

Vitória Pinheiro assume posição de mais alto nível ocupada por jovens no âmbito da agenda urbana das Nações Unidas
Vitória Pinheiro na sede da ONU em Nova York, em 2026.

Vitória Pinheiro na sede da ONU em Nova York, em 2026.

— Divulgação/Assessoria de imprensa

2 de junho de 2026

A ativista climática Vitória Pinheiro foi nomeada a nova Ponto Focal Global para Cidades (Global Focal Point for Sustainable Communities) no âmbito do Major Group for Children and Youth (MGCY) da ONU — o principal mecanismo de participação de crianças e jovens nos processos decisórios das Nações Unidas. Vitória é a primeira mulher trans brasileira a ocupar o cargo.

Nascida e criada na comunidade Zumbi dos Palmares, em Manaus, Vitória construiu sua trajetória na atuação de base com populações historicamente marginalizadas. É a fundadora e diretora executiva da Palmares Lab-Ação e diretora no PerifaConnection — duas organizações que, juntas, articulam justiça climática, inovação social, comunicação periférica e direitos das juventudes pretas, indígenas, quilombolas e LGBTQIA+, do Sudeste ao Norte e Nordeste do Brasil.

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O Ponto Focal Global para Cidades é a posição de mais alto nível ocupada por jovens no âmbito da agenda urbana da ONU. O cargo tem como função mobilizar a juventude global para garantir que as soluções sobre o futuro das cidades incluam as perspectivas de quem vive nas fronteiras da crise climática, especialmente no Sul Global.

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Antes de assumir o posto global, Vitória atuou como Ponto Focal Regional para a América Latina e Caribe (LAC) na Constituinte de Crianças e Juventudes para Comunidades Sustentáveis (CYCSC/UN-Habitat), onde coordenou o engajamento da juventude na implementação da Nova Agenda Urbana e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 11.

No Brasil, sua liderança se consolida na Palmares Lab-Ação, organização que ela fundou para mobilizar soluções comunitárias e criativas para a crise climática nos territórios do Norte e Nordeste, e no PerifaConnection, plataforma que conecta e potencializa vozes das periferias brasileiras na democratização da comunicação e nas pautas de justiça social. É a articulação entre essas duas frentes — pesquisa territorial e comunicação periférica — que fundamenta sua atuação no cenário internacional.

Sua liderança é marcada pela defesa de uma diplomacia climática protagonizada por vozes do Sul Global. Vitória atuou em estreita colaboração com lideranças internacionais, entre elas a nigeriana Zipporah Njenga.

“Estar em espaços de decisão global como a ONU é uma oportunidade de construir pontes entre os territórios periféricos e os centros de poder. A Amazônia é diversa, e a juventude que nela reside tem muito a ensinar sobre governança, resiliência e tecnologias sociais. Levo comigo Manaus, levo o Zumbi dos Palmares e levo as lideranças que constroem com a gente na Palmares Lab e no PerifaConnection.”, afirma Vitória.

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