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Antonio Pitanga será homenageado no Festival de Cinema de Paris

Premiação fará seleção especial de filmes estrelados pelo ator e diretor brasileiro
A imagem mostra o ator e diretor Antonio Pitanga, durante os bastidores do filme "Malês", que terá trecho exibido no festival em que será homenageado.

A imagem mostra o ator e diretor Antonio Pitanga, durante os bastidores do filme "Malês", que terá trecho exibido no festival em que será homenageado.

— Reprodução

31 de janeiro de 2024

O renomado ator Antonio Pitanga será o homenageado no 26º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que ocorrerá de 26 de março a 2 de abril. Com mais de 70 filmes em sua carreira, o ator, que retorna à direção com “Malês” após 45 anos, será homenageado pela primeira vez no exterior durante o evento, conhecido como a principal mostra de cinema brasileiro na Europa.

Aos 84 anos, Pitanga terá uma seleção especial de filmes estrelados por ele, incluindo “Casa de Antiguidades”, “Nosso Sonho”, “Barravento”, “Ganga Zumba” e o documentário “Pitanga”. Além disso, o seu novo filme como diretor, “Malês”, que está em fase final de produção, terá um trecho exibido em primeira mão no festival.

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A diretora e curadora da mostra, Katia Adler, destaca que o cartaz oficial do festival representa a resistência cultural, simbolizando a luta dos afro-brasileiros, a retomada do audiovisual brasileiro e a resistência do próprio festival ao longo dos anos.

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, realizado pela Jangada, é a principal vitrine da cultura brasileira na Europa, reunindo mais de 5 mil pessoas a cada ano para celebrar o cinema brasileiro na capital francesa. O evento exibe uma seleção das melhores produções do cinema brasileiro, oferecendo workshops e debates com a presença dos criadores.

Quem é Antonio Pitanga?

Natural de Salvador (BA), Antonio Pitanga é reconhecido por sua trajetória na dramaturgia brasileira, interpretando personagens que confrontam sistemas de opressão social e racial. Demonstrando consciência em relação aos papéis que assume nas telas e nos palcos, ele se destaca como uma das figuras emblemáticas do Cinema Novo nas décadas de 1960 e 1970, desempenhando um papel crucial na sua repercussão.

Participante ativo no movimento cultural de Salvador nos anos 1960, ele atua em filmes e peças representando personagens com perfis questionadores. A forma ousada como os interpreta, concentrando-se nos movimentos corporais, se sobressai na cena artística moderna brasileira. Segundo o crítico Francis Vogner, “essa técnica acessava outros sentidos (sensações e significados) em uma performance que extrapolava o cálculo racional naturalista, afirmando o corpo e tudo que ele traz em termos de memória e narrativa. Pitanga impôs um estilo”.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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