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Camisa Verde e Branco apresenta tradições de matriz africana de maneira gloriosa no Anhembi

Escola de samba da Barra Funda celebrou Exu como o guardião das encruzilhadas e as entidades que zelam por caminhos abertos
Imagem destaca um dos carros do desfile da Camisa Verde e Branco, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, em 15 de fevereiro de 2026.

Imagem destaca um dos carros do desfile da Camisa Verde e Branco, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, em 15 de fevereiro de 2026.

— Vinicius Vasconcelos/Carnavalesco

16 de fevereiro de 2026

A Camisa Verde e Branco, tradicional escola da Barra Funda, encerrou a segunda noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo, na madrugada de domingo (15), com uma grande homenagem às religiões de matriz africana no Sambódromo do Anhembi. 

O enredo “Abre Caminhos” foi uma celebração a Exu e às entidades que guardam e movimentam as ruas e as encruzilhadas. O desfile, por sua vez, explorou as energias que Exu movimenta e as entidades que zelam por esses caminhos abertos.

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A escola apresentou os caminhos de Exu mostrando como ele está presente em símbolos, cores, sinais e até nas roupas do cotidiano. O orixá é celebrado como o guardião das encruzilhadas, o mensageiro entre os planos e o senhor do movimento e da transformação, capaz de converter energias paradas em ação. 

Após desfilar com a escola na ala “Oferendas para Exu”, o jornalista Pedro Borges, co-fundador e editor da Alma Preta, ressaltou a importância de celebrar as raízes ancestrais. 

“O Carnaval é o momento em que a gente consegue, no Brasil, falar de uma maneira tão positiva sobre as tradições de matriz africana. E eu acho que o Camisa fez isso de uma maneira grandiosa”, celebra.

O desfile deste ano tem um peso extra para a agremiação. Após mais de 20 anos, a escola retornou ao Desfile das Campeãs em 2025 e busca agora um título que não conquista desde 1993. 

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  • Estudante de Jornalismo na USJT e moradora da periferia da zona sul de São Paulo, atua na comunicação inclusiva e acessível, com foco no jornalismo periférico. Comprometida com a valorização da cultura indígena e com a ampliação do espaço das mulheres na sociedade, também é apaixonada por música e cinema nacional.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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