O projeto Tranças no Mapa está com inscrições abertas, até o dia 15 de julho, para a segunda edição das oficinas “MALUNGAS – Expressões Culturais Afro-brasileiras”. A formação on-line começa no dia 27 de julho, às 19h, e integra a cartografia social do projeto que mapeia trajetórias, saberes e territórios das trancistas negras no Brasil.
As vagas são destinadas a pessoas negras trancistas e as inscrições devem ser feitas pelo formulário disponível aqui.
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Divididas em três módulos e com 80 vagas disponíveis, a formação integra a agenda do Julho das Pretas – “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver” celebrando o protagonismo das mulheres negras e dando visibilidade política ao trabalho das trancistas como detentoras de saberes tradicionais e modos de fazer ancestrais.
A pesquisadora e idealizadora do Tranças no Mapa, Layla Maryzandra, entrelaça a memória transatlântica e destaca o significado da palavra que intitula a formação.
“O nome Malungas faz referência ao LP de Escrete e Tadeu de Obatalá, ligados ao Centro de Cultura Negra do Maranhão e ao bloco afro Akomabu. A palavra ‘malungo’, de origem africana, significa companheiro de travessia e simboliza solidariedade, ancestralidade e construção coletiva”, destaca.
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Programação das oficinas
Com o tema “Cultura, Identidade e Ofícios”, os encontros dos dias 27 e 28 de julho, às 19h, serão ministrados pelo antropólogo e doutor em Comunicação Saulo Pequeno.
Nos dias 3 e 4 de agosto, o arquiteto e urbanista Rogério Rosário conduzirá o módulo “Territórios Negros, Memória, Arquivos e Salvaguarda”, abordando a importância dos territórios negros na preservação do patrimônio cultural.
Encerrando a formação, no dia 10 de agosto, a pesquisadora Layla Maryzandra ministrará o módulo “Cartografia Sociocultural de Trancistas Negras”, apresentando os fundamentos desta metodologia e compartilhando os resultados do Mapeamento Colaborativo Digital de Trancistas desenvolvido pelo projeto.
Para participar é necessário ter experiência com tranças afro há mais de dois anos e identificar-se como uma pessoa negra. A certificação será concedida mediante a participação na carga horária estabelecida.
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Tranças no Mapa
O Tranças no Mapa nasceu a partir das ações do projeto Fios da Ancestralidade e tem como objetivo documentar e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas ao reconhecimento do ofício tradicional de trançar cabelos afro como patrimônio cultural no Distrito Federal e, em todo o Brasil.
Por meio da mobilização de mulheres negras trancistas e da utilização de metodologias participativas, o projeto desenvolveu mapas georreferenciados, colaborativos e afetivos que registram trajetórias, territórios e saberes dessas profissionais, subsidiando propostas de profissionalização, valorização e patrimonialização desse ofício ancestral.
Em parceria com o Programa de Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT/UnB) e com o kollektiv orangotango, coletivo internacional de referência em cartografia social e mapeamentos participativos. A iniciativa conta com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF), da Lei Paulo Gustavo DF e da Fundação Banco do Brasil.