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Comunidade da Gamboa de Baixo, em Salvador, celebra dia de Iemanjá com tradição e resistência há 47 anos

Festa tradicional reforça identidade pesqueira e resistência do território com a entrega dos balaios no litoral da capital baiana
Imagem dos balaios como presente para Iemanjá, na comunidade da Gamboa de Baixo em Salvador.

Imagem dos balaios como presente para Iemanjá, na comunidade da Gamboa de Baixo em Salvador.

— Divulgação/Rayhatã Pataxó

2 de fevereiro de 2026

A festa de Iemanjá no bairro do Rio Vermelho se soma a outras celebrações do Dia da Rainha do Mar realizadas nesta segunda-feira (2) em diferentes pontos do litoral de Salvador. Na comunidade da Gamboa de Baixo, ocorre uma das celebrações mais antigas e simbólicas, realizada há 47 anos, com a tradicional entrega de oferendas ao mar.

A celebração à orixá, uma das divindades cultuadas nas religiões de matriz africana, surgiu como forma de agradecimento pela fartura do pescado e permanece até hoje como uma expressão de fé, ancestralidade e identidade pesqueira do território.

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O cortejo está previsto para saída as 15h e deve reunir moradores, pescadores e lideranças religiosas em um ritual que reafirma a relação histórica da comunidade com o mar, como gesto de fé, resistência e afirmação da memória coletiva.

A homenagem à divindade é marcada pela oferta de flores e pela montagem de balaios, presentes tradicionais da manifestação religiosa, como o candomblé e a umbanda.

Para a presidenta da Associação de Moradores da Gamboa de Baixo e Ekedi do Terreiro Ilê Oba Adinilá, Ana Caminha, a devoção à Iemanjá atravessa crenças e gerações. “Iemanjá é orixá da prosperidade, elo entre pescadores, ancestralidade e candomblé. Mesmo quem diz não acreditar acredita, porque o mar ensina”, afirma em nota à imprensa.

A festa também reforça as lutas históricas da comunidade, que reivindica o reconhecimento da Gamboa de Baixo como território pesqueiro e tradicional, além da efetivação da Zona Especial de Interesse Social (Zeis) 5, considerada fundamental para garantir o direito à moradia e a permanência dos moradores no território.

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  • Thayná Santana

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