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Cortejo em homenagem à Madrinha Eunice comemora 116 anos do nascimento da sambista em SP

Evento será conduzido pelo Bloco Afro Ilú Obá de Min com participação das Abayomis
A estátua da sambista Madrinha Eunice, na Praça da Liberdade, no centro de São Paulo, inaugurada em 2022.

A estátua da sambista Madrinha Eunice, na Praça da Liberdade, no centro de São Paulo, inaugurada em 2022.

— Rovena Rosa/Agência Brasil

10 de outubro de 2025

O grupo Samba e Educação Patrimonial Madrinha Eunice realiza neste sábado (11) o 3º Cortejo da Madrinha Eunice, em comemoração aos 116 anos de nascimento da sambista em São Paulo. O evento conta com o apoio do mandato da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) e será conduzido pelo Bloco Afro Ilú Obá de Min, com participação das Abayomis.

O cortejo terá início na Rua Lavapés, 164, local onde Eunice fundou a primeira escola de samba da cidade, a Lavapés, com término na Praça da Liberdade, em frente à estátua erguida em sua homenagem.

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Natural de Piracicaba, no interior paulista, Deolinda Madre nasceu em 1909 e  ficou conhecida pelo apelido de “Madrinha” por ter mais de 40 afilhados, muitos dos quais cuidava como filhos. Ela se tornou símbolo do protagonismo feminino e da comunidade negra paulistana.

Falecida em 1995, Eunice dá nome ao antigo espaço da Fábrica do Samba, hoje Complexo Cultural Deolinda Madre, em homenagem à fundadora da Lavapés, que liderou a agremiação por mais de cinco décadas e conquistou sete títulos no Carnaval. O projeto é formado por historiadores, jornalistas, artistas, ativistas, sambistas e moradores do território.

Neta de Madrinha Eunice, Rosemeire Marcondes, destaca a importância  do evento para preservar a memória da avó e do samba paulista.  “Madrinha Eunice é uma grande mulher, que veio de Piracicaba aos 11 anos e aqui fincou raiz, no bairro da Liberdade. Minha avó amadrinhou e cuido de muita gente ao longo de sua vida, tudo isso em meio à musicalidade do nosso povo. Hoje ela é considerada a matriarca do samba de São Paulo. Ela é um legado”, afirmou em comunicado à imprensa.

Ediane Maria também destacou a importância da matriarca para a cultura popular paulista. “Graças a ela e aos outros grandes baluartes que viveram na mesma época, hoje temos uma estrutura de escola de samba que é referência no país”, destacou a parlamentar.

Segundo a organização do evento, é recomendado que os participantes compareçam vestidos de branco e levem flores brancas e amarelas. Também é indicado o uso de roupas e tênis confortáveis, além de garrafinhas de água e protetor solar.

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  • Thayná Santana

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